terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Um pequeno passo para a humanidade, um grande passo para o Emmanuel

Amanhã o Emmanuel completa 11 meses e, com grande desenvoltura, ensaia seus primeiros tímidos passinhos apoiado no berço, na estante e nas nossa pernas. Para todos os pais, a transformação daquela bolinha humana que é um bebê em um bípede é um motivo de enorme alegria, mas, para nos,os passinhos do Emmanuel são também o resultado de um esforço coletivo.

O nosso baby nasceu com um problema ortopédico que se chama pé torto congênito. No caso do Emmanuel, dizem que ele foi provocado por uma falta de espaço na minha barriga que fez com que posicionasse seu pé de uma forma estranha. Quando ele nasceu e nos deram o diagnóstico, pensei na hora nos sapatos ortopédicos do Forrest Gump e no Curupira. Não era caso para tanto drama, mas o tratamento é intenso. São sessões diárias de fisioterapia - de segunda a sábado- e mais o uso de um curativo ortopédico constante.Nada que desanime o nosso bravo bebê que fez da botinha de acrílico um instrumento de percussão (um brasileiro nato ou quase).

O tratamento ainda continuara por vários meses e talvez alguns anos. Se fosse no Brasil, ele usaria gesso e seria operado. Na França, que é pioneira no tratamento do pé torto congênito, a abordagem é baseada na fisioterapia, que é mais cara e mais trabalhosa, mas estamos felizes de ver os resultados.

Sei que há sempre uma expectativa que o aniversariante chegue andando na sua festinha de 1 ano. Não sei se o Emmanuel vai cumprir a façanha até lá, mas ele bate palmas, sabe apitar e dança sentadinho até com toque de celular. Se não tiver o samba no pé em janeiro, pelo menos conseguirá ser um dublê de mestre de bateria.