
Participei de um workshop com uma doula. Entre os muitos conselhos de técnicas de massagem para bebês, ela disse que agora, aos 8 meses de gestação, o bebê se mostra espertinho e reconhece sons. Ou seja, mais do que nunca, é hora de soltar a voz para conversar e... cantar. Parece que temos um babê realmente musical. A primeira vez em que ele mexeu a valer eu estava escutando Elvis. Desde então, o King tem sido a trilha sonora da gravidez.
Segundo a doula, não preciso der nenhuma Maria Callas. Posso cantar qualquer melodia simples, inventar letras. O importante mesmo é manter esse "canal de comunicação com o bebê", disse. Opções musicais, aqui em casa, não faltam. O Guillaume tem um grande acervo de discos de grande qualidade, mas, nem todas as musicas são do tipo que dá pra cantar junto e bater palmas. Então, tendo que recorrer apenas ao meu instinto musical para cantar, a escolha do repertório reflete anos escutando 98 FM a caminho da escola.
Na primeira sessão de cantoria programada, tentei começar com um nível mais elevado. Beatles, Nina Simone, Cole Porter. Mas ainda não tinha encontrado o tom desenvolto necessário. Fui me empolgando sozinha. Passei para um sambinha (Aquarela Brasileira), uma Jovelina (Luz do Repente), um Almir Guineto (Mel na Boca) e, do nada, ousei um Depeche Mode (Enjoy the Silence) e fiz um mash up inusitado com Chuva de Prata do Roupa Nova (oi?). Contente com a minha própria performance materno-musical mandei um Wando (Fogo e Paixão), Alcione (Garoto Maroto), Biafra (Sonho de Ícaro) e, sem saber o porquê, cheguei a Agepê (Deixa eu te amar). Nessa hora o bebê, enfim, mexeu. Acho que foi uma tentativa desesperada de me mandar parar. "Pô, mãe, Agepê é esculacho". Parei, né?
Ahahaha, com certeza ele reclamou!
ResponderExcluirBeijos e louca para ler os relatos dos primeiros dias dele (com fotos, é claro!)